quarta-feira, 26 de junho de 2013

Olá pessoal.
Uma de nossas tarefas é postar um plano de aula feito por um de nós do grupo. Escolhemos, então, o da nossa amiga Mercedes. Contamos com a participação de vocês para os comentários e sugestões.

PLANO DE AULA
TEMA: Frações e Números Decimais
Público alvo: 9º ano
Quantidade de aulas: 12 aulas
Objetivos (PORQUE?)
  • Proporcionar ao aluno a possibilidade de identificar a fração como representação que pode estar associada a diferentes significados;
  • Reconhecer as operações com números racionais como uma extensão do sistema de numeração decimal;
  • Efetuar cálculos que envolvam operações com números racionais.
Justificativa (PARA QUE?)
  • Proporcionar ao aluno reconhecer diferentes representações de um número racional;
  • Resolver e realizar as operações que envolvam os números racionais.
Competências e Habilidades
                As ações formativas, realizadas no desenrolar das atividades acadêmicas do presente componente curricular, são adotadas para que se desenvolvam e/ou aprimorem competências e habilidades que possibilitem aos alunos serem capazes de:
  • Identificar situações problemas envolvendo números racionais e decimais;
  • Representar e ordenar números racionais e decimais, na reta numérica;
  • Comparar números racionais e decimais;
  • Observar que qualquer número inteiro pode ser transformado em número racional;
  • Transformar em fração decimal determinada informação;
  • Formular problemas envolvendo números racionais e decimais;
  • Criticar e discutir resultados envolvendo números racionais e decimais;
  • Escolher e utilizar instrumentos e procedimentos que facilitem na obtenção de resultados;
  • Compreender que uma fração decimal é toda fração cujo denominador é 10, 100, 1000...;
  • Observar que quando multiplicamos ou dividimos o numerador e o denominador de uma fração pelo mesmo número diferente de zero, obtemos uma fração equivalente à primeira;
  • Reconhecer que quando o numerador e o denominador de uma fração não podem ser divididos por um mesmo número, ou seja, não possuem divisores comuns, é chamada de fração irredutível;
  • Perceber que em uma adição ou subtração de frações com denominadores iguais, adicionamos ou subtraímos os numeradores e mantemos os denominadores;
  • Perceber que, caso as frações tenham denominadores diferentes, é preciso inicialmente substituí-las por frações equivalentes com o mesmo denominador, para depois adicionarmos ou subtraímos as frações
  • Compreender a importância de entender e aplicar cálculos envolvendo números racionais e decimais;
  • Diferenciar que, encontrar o produto ou o quociente de um número por uma fração, multiplicamos ou dividimos esse número pelo numerador da fração e mantemos o denominador;
  • Aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula operando com adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radiciação de números racionais e decimais.
Conteúdo
Operações com frações:
  • Adição;
  • Subtração;
  • Multiplicação;
  • Divisão;
  • Potenciação;
  • Radiciação.
Operações com números decimais:
  • Décimos, centésimos e milésimos;
  • Adição;
  • Subtração;
  • Multiplicação;
  • Multiplicação por 10, 100 e 1000;
  • Multiplicação de um decimal por um natural e por um decimal;
  • Quociente decimal;
  • Divisão por 10, 100 e 1000;
  • Divisão de decimal por natural;
  • Divisão de decimal por decimal
Recursos Materiais
  • Leitura de textos
  • Tangram;
  • Jogos com frações;
  • Jogos no computador;
  • Dominós com fração;
  • Lousa e giz;
  • Cédulas sem valor real;
  • Folhas de sulfite.
Estratégias (Metodologia de Ensino)
                No desenvolvimento das atividades Acadêmicas, podem ser utilizadas as seguintes metodologias de ensino e de aprendizagem de acordo com os recursos propostos:
  • Aulas dialogadas e expositivas em lousa com definição conceitual e utilização de exemplos concretos para melhor interesse e compreensão dos alunos;
  • Na leitura de textos, lembrar que a História da Matemática é importante para que o aluno contextualize o conteúdo. Por exemplo: Na contextualização de frações lembrar da relação Matemática e música? Pitágoras, por exemplo, descobriu as regras que relacionavam o comprimento de uma corda esticada à altura da nota que ele emitia a ser tocada. Pitágoras verificou que havia uma conexão entre a harmonia musical e os números inteiros 1, 2, 3, 4, 5 etc. Ao tocarmos uma nota esticada ela produz determinado som. Se tocarmos outra corda esticada, porém com o dobro do tamanho da anterior, o som produzido será exatamente uma oitava abaixo do primeiro som. De maneira semelhante é possível obter as notas dó, si, lá, sol, fá, mi, ré, aumentando o comprimento de uma corda segundo frações simples. Por exemplo  da corda dó correspondem à nota si;  da corda dó correspondem à nota lá e assim por diante...
  • Com aplicação dos jogos, reproduzir e entregar aos alunos os moldes do cubo e do octaedro que se encontram na assessoria pedagógica. Para brincar com este jogo, os alunos deverão sentar em grupos de dois, três ou quatro e montarem o cubo e o octaedro cujos moldes deverão ser entregues pelo(a)  professor(a). Para verificar quem começa, cada participante deve lançar o cubo uma vez. Aquele que tirar a maior fração é o primeiro a jogar. Caso ocorra empate, lançar o cubo novamente.  As regras do jogo são as seguintes:
  1. Cada jogador, na sua vez, deve lançar o cubo e o octaedro;
  2. Em cada face do cubo está indicada uma fração. Nas faces do octaedro está indicada a operação a ser realizada e uma fração;
  3. A fração que aparecer no cubo deve ser de acordo com a indicação do octaedro adicionada, subtraída, multiplicada ou dividida pela fração que aparecer no octaedro;
  4. O jogador cuja operação realizada resultar na maior fração marca um ponto;
  5. Ao final da quinta rodada, o jogador com mais pontos ganha a partida. Caso haja empate, apenas os jogadores empatados devem realizar uma nova rodada
Obs: Se necessário o professor deve lembrar aos alunos que, para comparar frações com denominadores diferentes, é preciso encontrar frações equivalentes com denominadores iguais.
  • Na divisão da pizza, da barra de chocolate, na quebra de um giz, na dobradura, no sistema monetário para compreensão da relação entre os números decimais com exercícios práticos envolvendo frações e números decimais.
Avaliação (Procedimentos e critérios)
                A avaliação será contínua, por meio de atividades individuais e/ou em grupo, com enfoque teórico e prático, incluindo trabalhos de pesquisa. Haverá também um instrumento individualizado, para diagnosticar e avaliar quais são as dificuldades dos alunos e a avaliação bimestral para ver se os objetivos foram atingidos.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Leitura e Escrita

Aprendi a gostar de ler e escrever, na minha adolescência. Na minha infância, o meu passatempo preferido eram as brincadeiras de rua, pega-pega, esconde-esconde etc. Morava no interior de São Paulo e, quando meu pai faleceu, mudamos para a cidade de São Paulo. Viemos a  “prestação”, primeiro minha irmã e meu irmão mais velhos e, depois que arrumaram tudo por aqui, inclusive escola, nos mudamos para o bairro de Vila Maria. Quando aqui cheguei já tinha escola para estudar, à noite, pois durante o dia, arrumei um emprego e fui trabalhar com os meus quatorze anos “caipiras”. Foi aí que me tornei sócia da biblioteca da praça da República e estava sempre com um livro nas mãos, quando devolvia já pegava outro emprestado. Minha irmã Maria era sócia do clube do livro e isto também fazia com que tínhamos um acervo bom de livros em casa. Me sentia muito atraída pela leitura, queria logo ver o final, gostava até dos livros que a professora pedia para fazermos ficha de leitura, dentre eles “Capitães da areia”, “Dom Casmurro”, “Iracema” etc. Acredito que o exemplo que tive em casa tenha me incentivado a ter este gosto pela leitura. Minha mãe,  aprendeu a ler e escrever algumas palavras, inclusive o seu nome com a minha irmã mais velha. Me lembro de vê-la sempre treinando a escrita do seu nome. Sempre que podia pegava o lápis ou a caneta e lá estava ela escrevendo o seu nome em uma folha de papel qualquer. Ficava encantada ao vê-la, nas suas horas de folga sempre com um livro ou folheto nas mãos, sempre sentadinha fazendo as suas leituras diárias. Perdi minha mãe aos noventa e dois anos de idade, lúcida completamente até o seu último instante e a imagem que tenho dela é sempre tranqüila, sentadinha no sofá, cadeira ou mesmo na chácara ou qualquer outro lugar, em sua cadeira preferida, sempre com um livro nas mãos, sempre fazendo as suas leituras. Tenho certeza de que para mim este foi o exemplo e o incentivo maior. Foi ela que mesmo com suas limitações me ensinou a ter paixão e gosto pela leitura.
Mercedes

quinta-feira, 6 de junho de 2013

História da Matemática

Sim. Concordo plenamente. A História da Matemática é importante na formação do aluno. Utilizar a História da Matemática em sala de aula é um recurso pedagógico fundamental que pode contribuir não só na Educação Matemática mas, diminuir as dificuldades de aprendizagens encontradas, tão comuns no ensino desta disciplina.
Utilizar esse recurso que temos, durante as aulas faz com que os alunos contextualizem a parte histórica do conteúdo a ser trabalhado e percebam que a Matemática é uma ciência, possui a sua história, desenvolvida ao longo do tempo e isto eles só conseguem perceber a partir do momento que pesquisam e compreendem a origem das idéias para que surgisse à Matemática que hoje eles conhecem. A Matemática surgiu pela necessidade de atender  a sociedade e isto o aluno só percebe se tiver a oportunidade e o incentivo de pesquisar a sua história. Devemos motivar os alunos, principalmente se abordarmos assuntos de seu interesse. Utilizar em sala de aula a História da Matemática é poder mostrar aos alunos a Matemática como uma manifestação cultural através do tempo em relação a todos os povos, podemos destacar que teve a sua origem na Antiguidade mediterrânea e se desenvolveu ao longo da Idade Média e que teve o seu próprio estilo a partir do século XVII. Podemos mostrar ao nosso aluno, em sala de aula, a Matemática como criação humana, pois foi se desenvolvendo através dos tempos, diante da necessidade do homem em cada momento, fazendo com que os alunos se interessem em conhecer melhor essas necessidades e percebam a maravilha que é esta ciência e o quanto ela é importante e auxilia o homem em todos os seus momentos da vida.
Mercedes

Minha experiência com a leitura

Minha primeira experiência com leitura foi muito boa e sempre gostei muito de ler. Quando criança o que mais gostava, assim como muitos já relataram, eram das histórias em quadrinhos da turma da mônica e walt disney e na escola adorava os livros da coleção vaga-lume que os professores solicitavam a leitura para compor a avaliação bimestral. Tive algumas dificuldades no ensino médio para ler alguns livros como Dom Casmurro, Memórias Postumas de Brás Cubas e mais alguns, mas também foram importantes para o meu desenvolvimento e gosto pela leitura.
Na minha prática em sala de aula, já utilizei vários livros paradidáticos como Encontros do Primeiro Grau, O segredo dos números, Frações sem mistérios, etc. Isso ajuda na contextualização enriquecendo o ensino de determinados conteúdos.
Mônica Udo

domingo, 2 de junho de 2013

Quem somos

Olá  pessoal,
Somos um grupo de professores de Matemática que adora Matemática!
Se você é como um de nós, junte-se ao nosso grupo! Vamos compartilhar experiências e trocar informações.
A primeira experiência que iremos comentar será como foi nossa relação com a leitura e a escrita. Estamos aguardando seus comentários.
Abraços!!